segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O modo individual e as possibilidades

O sujeito ecológico é o modo ideal de ser e viver orientado pelos princípios do ideário ecológico. Ou seja, é um ideal que condensa a utopia de uma existência ecológica plena e implica em uma sociedade plenamente ecológica. Vai se constituindo como um parâmetro orientador das decisões e escolhas de vida que os ecologistas, educadores ambientais e as pessoas que aderem esses ideais vão assumindo e incorporando, buscando experimentar essas atitudes e comportamentos ecologicamente orientados.
Nesse sentido, o sujeito ecológico é um sujeito ideal que sustenta a utopia dos que creem nos valores ecológicos, tendo, por isso, valor fundamental para animar a luta por um projeto de sociedade, bem como a difusão desse projeto. Porém, isso não significa imaginar esse sujeito ou grupo como completamente ecológico em todas as esferas de suas vidas ou ainda como um código normativo a ser seguido e praticado em sua totalidade por todos os que nele se inspiram.
 É importante compreender quais são os valores e crenças centrais que constituem o sujeito ecológico e como é sua orientação de vida, expressando-se de diferentes maneiras.
O sujeito ecológico agrega uma série de traços, valores e crenças, e poderia ser descrito em facetas variadas. Na versão política poderia ser apresentado como sujeito heroico, vanguarda de um movimento histórico, herdeiro de tradições políticas de esquerda, mas protagonista de novo paradigma  político-existencial. Na versão Nova-Era, é visto como alternativo, integral, equilibrado, harmônico, planetário, holista. A versão Gestor social, supõe-se que partilhe de uma compreensão política e técnica da crise socioambiental, sendo responsável por adotar procedimentos e instrumentos legais para enfrentá-la, por mediar conflitos e planejar ações.
Deve ser sujeito crítico à ordem social vigente que se caracteriza pela produtividade material baseada na exploração ilimitada dos bens ambientais, bem como na manutenção da desigualdade e da exclusão social e ambiental. Ser crítico ao acúmulo de bens materiais, no qual vale mais ter do que ser, no qual a crença na aceleração, na velocidade e na competitividade sem limites tem sido o preço da infelicidade humana, da desqualificação e abandono de milhões de pessoas.
O ecologismo nasceu criticando a aposta no progresso ilimitado tanto do ponto de vista de duração e da qualidade da existência humana quanto da permanência dos bens ambientais e da natureza em que convivemos. Nos tempos atuais não há o clima revolucionário de “acreditar poder mudar o mundo” das décadas de 60/70, as quais deram origem ao ecologismo.
O clima social atual é outro, as utopias política não estão tão em alta no Ocidente, os grupos e as pessoas talvez não acreditem tanto em sua capacidade de mudar as coisas, e temem mais o futuro. Em tempos de desesperança com os sistemas políticos e institucionais, a questão ambiental, é, talvez, uma das esferas da vida social que hoje mais reúne esperanças e apostas na possibilidade de mudanças tanto em termos coletivos quanto em termos de estilo de vida e de transformações na vida pessoal.
A existência de um sujeito ecológico põe em evidência não apenas um modo individual de ser, mas, sobretudo, a possibilidade de um mundo transformado, compatível com esse ideal. Os educadores que passam a cultivar as ideias e sensibilidades ecológicas em sua prática educativa estão sendo portadores de ideais do sujeito ecológico.
Assim, a educação ambiental está efetivamente oferecendo um ambiente de aprendizagem social e individual no sentido mais profundo da experiência de aprender. Uma aprendizagem em seu sentido radical, a qual, muito mais do que apenas prover conteúdos e informações, gera processos de formação do sujeito humano, instituindo novos modos de ser, de compreender, de posicionar-se ante os outros e a si mesmo, enfrentando os desafios e as crises do tempo em que vivemos.

        Nos dias de hoje transformamos a natureza em cultura. Assim a educação acontece como parte da ação humana em transformar a natureza em cultura, atribuindo lhe sentidos, trazendo a para o campo da compreensão e da experiência humana de estar no mundo e participara da vida.

       A educação ambiental estabelece como mediação para a múltiplas compreensões da experiência do individuo e dos coletivos sociais em suas relações ambientais. Formar conhecedores de Educação Ambiental é fundamental, assim  preparamos pessoas capacitadas a cuidar do Meio Ambiente e proporcionamos um futuro melhor a população.



Acadêmicos:
Gracielly Martins Macedo
Bruna Fernandes
Gabriela Ribeiro
Francisco



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