O modo individual e as possibilidades
O sujeito ecológico é o
modo ideal de ser e viver orientado pelos princípios do ideário ecológico. Ou
seja, é um ideal que condensa a utopia de uma existência ecológica plena e
implica em uma sociedade plenamente ecológica. Vai se constituindo como um parâmetro
orientador das decisões e escolhas de vida que os ecologistas, educadores
ambientais e as pessoas que aderem esses ideais vão assumindo e incorporando,
buscando experimentar essas atitudes e comportamentos ecologicamente
orientados.
Nesse sentido, o
sujeito ecológico é um sujeito ideal que sustenta a utopia dos que creem nos
valores ecológicos, tendo, por isso, valor fundamental para animar a luta por
um projeto de sociedade, bem como a difusão desse projeto. Porém, isso não
significa imaginar esse sujeito ou grupo como completamente ecológico em todas
as esferas de suas vidas ou ainda como um código normativo a ser seguido e
praticado em sua totalidade por todos os que nele se inspiram.
É importante compreender quais são os valores
e crenças centrais que constituem o sujeito ecológico e como é sua orientação
de vida, expressando-se de diferentes maneiras.
O sujeito ecológico
agrega uma série de traços, valores e crenças, e poderia ser descrito em
facetas variadas. Na versão política poderia ser apresentado como sujeito
heroico, vanguarda de um movimento histórico, herdeiro de tradições políticas
de esquerda, mas protagonista de novo paradigma
político-existencial. Na versão Nova-Era, é visto como alternativo,
integral, equilibrado, harmônico, planetário, holista. A versão Gestor social,
supõe-se que partilhe de uma compreensão política e técnica da crise
socioambiental, sendo responsável por adotar procedimentos e instrumentos
legais para enfrentá-la, por mediar conflitos e planejar ações.
Deve ser sujeito
crítico à ordem social vigente que se caracteriza pela produtividade material
baseada na exploração ilimitada dos bens ambientais, bem como na manutenção da
desigualdade e da exclusão social e ambiental. Ser crítico ao acúmulo de bens
materiais, no qual vale mais ter do que ser, no qual a crença na aceleração, na
velocidade e na competitividade sem limites tem sido o preço da infelicidade
humana, da desqualificação e abandono de milhões de pessoas.
O ecologismo nasceu
criticando a aposta no progresso ilimitado tanto do ponto de vista de duração e
da qualidade da existência humana quanto da permanência dos bens ambientais e
da natureza em que convivemos. Nos tempos atuais não há o clima revolucionário
de “acreditar poder mudar o mundo” das décadas de 60/70, as quais deram origem
ao ecologismo.
O clima social atual é
outro, as utopias política não estão tão em alta no Ocidente, os grupos e as
pessoas talvez não acreditem tanto em sua capacidade de mudar as coisas, e
temem mais o futuro. Em tempos de desesperança com os sistemas políticos e
institucionais, a questão ambiental, é, talvez, uma das esferas da vida social
que hoje mais reúne esperanças e apostas na possibilidade de mudanças tanto em
termos coletivos quanto em termos de estilo de vida e de transformações na vida
pessoal.
A existência de um
sujeito ecológico põe em evidência não apenas um modo individual de ser, mas,
sobretudo, a possibilidade de um mundo transformado, compatível com esse ideal.
Os educadores que passam a cultivar as ideias e sensibilidades ecológicas em sua
prática educativa estão sendo portadores de ideais do sujeito ecológico.
Assim, a educação
ambiental está efetivamente oferecendo um ambiente de aprendizagem social e
individual no sentido mais profundo da experiência de aprender. Uma
aprendizagem em seu sentido radical, a qual, muito mais do que apenas prover
conteúdos e informações, gera processos de formação do sujeito humano,
instituindo novos modos de ser, de compreender, de posicionar-se ante os outros
e a si mesmo, enfrentando os desafios e as crises do tempo em que vivemos.
Nos dias de hoje transformamos a natureza em
cultura. Assim a educação acontece como parte da ação humana em transformar a
natureza em cultura, atribuindo lhe sentidos, trazendo a para o campo da
compreensão e da experiência humana de estar no mundo e participara da vida.
A educação ambiental estabelece como mediação para a
múltiplas compreensões da experiência do individuo e dos coletivos sociais em
suas relações ambientais. Formar conhecedores de Educação Ambiental é
fundamental, assim preparamos pessoas
capacitadas a cuidar do Meio Ambiente e proporcionamos um futuro melhor a
população.
Acadêmicos:
Gracielly Martins Macedo
Bruna Fernandes
Gabriela Ribeiro
Francisco

Nenhum comentário:
Postar um comentário