quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O AMBIENTALISMO A PARTIR DA DÉCADA DE 60


Através das leituras realizadas e da apresentação do seminário, pudemos perceber que, década de 60 foi muito marcada por vários movimentos importantes historicamente, como, por exemplo, a explosão do feminismo, o movimento hippie e a liberação sexual. E é nesse cenário de lutas sociais e culturais que nasce o movimento ambientalista, com o lema entoado pelos estudantes Parisienses “Queremos um planeta mais azul”.
A partir de 1967, estava consagrada a “política de primeira pessoa”, que significa um convite a todas as pessoas à se engajarem em uma luta contra a desmobilização, contra o derrotismo, contra o imobilismo.
Para Fernando Gabeira, o ambientalismo não é apenas uma leitura da realidade ecossistemática, ou da ecologia, ou dos parâmetros biológicos da existência humana ou natural. Ao contrário, o ambientalismo carrega todos esses elementos revolucionários, construídos pela história recente da humanidade.
O livro de Rachel Carson, chamado Silent Spring, lançado em 1962, trouxe a tona os problemas causados pelo uso de inseticidas, e com isso, iniciou a socialização do debate ambiental, atingindo grande público nos países industrializados e produzindo discussões sobre a necessidade de se reverter o quadro de consumo.
            Em 1968, foi publicado em Roma um texto intitulado “Os limites do crescimento”, que fez um amplo estudo sobre o consumo e as reservas dos recursos minerais e naturais e os limites ambientais. Além disso, aproximava aquilo que era falado nos movimentos sociais e a questão do desenvolvimento do planeta, principalmente pela indústria e centros científicos do Primeiro Mundo.
            Em 1972, aconteceu em Estocolmo a Primeira Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento. Dessa Conferência, foi elaborada a Declaração de Estocolmo, que adotou um conjunto de princípios para o manejo ecologicamente racional do meio ambiente.
            Concomitantemente, nascia o Greenpeace, era a primeira vez na história recente da humanidade que cidadãos se reuniam para protestar por alguma coisa que está do outro lado do território.
            Em 1977, realizou-se em Tbilisi, o Primeiro Congresso Mundial de Educação Ambiental, em que foram apresentados os primeiros trabalhos que estavam sendo desenvolvidos em vários países.
            Quando se verifica o surgimento da preocupação ambiental para a atividade educacional, a partir de dezembro de 1983, a primeira-ministra da Noruega, iniciou com um grupo de experts, a elaboração do relatório mundial, analisando as principais questões sobre o meio ambiente e o desenvolvimento. Tal relatório foi publicado em 1987 com o título “Nosso Futuro comum”, e passaria a ser referência para os debates da RIO-92.
            A RIO-92 reafirmou o conceito de futuro comum e se expandiu a noção de desenvolvimento sustentável. A partir dessa conferência, o número de ONGs envolvidas com a questão ambiental em pouquíssimo tempo cresceu e se consolidou, e o exemplo do Greenpeace se espalhou.
            O debate ambientalista explodia por todos os lados; havia uma enorme atuação da imprensa; a sociedade civil, praticamente em todo o mundo, discutia temas relacionados às questões ambientais. E a educação também não escaparia desse processo, práticas de educação ambiental se disseminaram por toda parte.
            Em 1989, foi realizado em são Paulo, o I Fórum de Educação Ambiental, organizado por várias instituições e por ONGs, esse encontro teve a característica de aglutinar as mais diversas concepções ambientalistas e os mais variados princípios sobre educação ambiental.
            Ainda em 1992 na Jornada de Educação Ambiental, elaborou-se o Tratado de Educação Ambiental para Sociedade Sustentáveis e Responsabilidade Global. Esse documento pretendeu abarcar os princípios estabelecidos em Tbilisi, e apresentou certo avanço, na medida em que relacionou o processo de aprendizagem permanente à busca de uma sustentabilidade global equitativa.
            Mais tarde, um grupo de intelectuais, que se autodenominou “Grupo de Lisboa”, produziu o documento chamado “Os Limites da Competitividade”, que propunha uma análise das relações entre os recursos naturais e seu uso equilibrado, mediante políticas justas.

            Por fim, Felix Guattari conclui em seu livro que “Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a menos que em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural [...]”.




Acadêmicas:
Gracielly Martins
Gabriele Ribeiro
Bruna Fernandes

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