O AMBIENTALISMO A PARTIR DA DÉCADA DE 60
Através
das leituras realizadas e da apresentação do seminário, pudemos perceber que,
década de 60 foi muito marcada por vários movimentos importantes
historicamente, como, por exemplo, a explosão do feminismo, o movimento hippie
e a liberação sexual. E é nesse cenário de lutas sociais e culturais que nasce
o movimento ambientalista, com o lema entoado pelos estudantes Parisienses
“Queremos um planeta mais azul”.
A
partir de 1967, estava consagrada a “política de primeira pessoa”, que
significa um convite a todas as pessoas à se engajarem em uma luta contra a
desmobilização, contra o derrotismo, contra o imobilismo.
Para
Fernando Gabeira, o ambientalismo não é apenas uma leitura da realidade
ecossistemática, ou da ecologia, ou dos parâmetros biológicos da existência
humana ou natural. Ao contrário, o ambientalismo carrega todos esses elementos
revolucionários, construídos pela história recente da humanidade.
O
livro de Rachel Carson, chamado Silent
Spring, lançado em 1962, trouxe a tona os problemas causados pelo uso de
inseticidas, e com isso, iniciou a socialização do debate ambiental, atingindo
grande público nos países industrializados e produzindo discussões sobre a
necessidade de se reverter o quadro de consumo.
Em 1968, foi publicado em Roma um
texto intitulado “Os limites do crescimento”, que fez um amplo estudo sobre o
consumo e as reservas dos recursos minerais e naturais e os limites ambientais.
Além disso, aproximava aquilo que era falado nos movimentos sociais e a questão
do desenvolvimento do planeta, principalmente pela indústria e centros
científicos do Primeiro Mundo.
Em 1972, aconteceu em Estocolmo a
Primeira Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento.
Dessa Conferência, foi elaborada a Declaração de Estocolmo, que adotou um
conjunto de princípios para o manejo ecologicamente racional do meio ambiente.
Concomitantemente, nascia o Greenpeace, era a primeira vez na
história recente da humanidade que cidadãos se reuniam para protestar por
alguma coisa que está do outro lado do território.
Em 1977, realizou-se em Tbilisi, o
Primeiro Congresso Mundial de Educação Ambiental, em que foram apresentados os
primeiros trabalhos que estavam sendo desenvolvidos em vários países.
Quando se verifica o surgimento da
preocupação ambiental para a atividade educacional, a partir de dezembro de
1983, a primeira-ministra da Noruega, iniciou com um grupo de experts, a
elaboração do relatório mundial, analisando as principais questões sobre o meio
ambiente e o desenvolvimento. Tal relatório foi publicado em 1987 com o título
“Nosso Futuro comum”, e passaria a ser referência para os debates da RIO-92.
A RIO-92 reafirmou o conceito de
futuro comum e se expandiu a noção de desenvolvimento sustentável. A partir
dessa conferência, o número de ONGs envolvidas com a questão ambiental em
pouquíssimo tempo cresceu e se consolidou, e o exemplo do Greenpeace se
espalhou.
O debate ambientalista explodia por
todos os lados; havia uma enorme atuação da imprensa; a sociedade civil,
praticamente em todo o mundo, discutia temas relacionados às questões
ambientais. E a educação também não escaparia desse processo, práticas de
educação ambiental se disseminaram por toda parte.
Em 1989, foi realizado em são Paulo,
o I Fórum de Educação Ambiental, organizado por várias instituições e por ONGs,
esse encontro teve a característica de aglutinar as mais diversas concepções
ambientalistas e os mais variados princípios sobre educação ambiental.
Ainda em 1992 na Jornada de Educação
Ambiental, elaborou-se o Tratado de Educação Ambiental para Sociedade
Sustentáveis e Responsabilidade Global. Esse documento pretendeu abarcar os
princípios estabelecidos em Tbilisi, e apresentou certo avanço, na medida em
que relacionou o processo de aprendizagem permanente à busca de uma
sustentabilidade global equitativa.
Mais tarde, um grupo de
intelectuais, que se autodenominou “Grupo de Lisboa”, produziu o documento
chamado “Os Limites da Competitividade”, que propunha uma análise das relações
entre os recursos naturais e seu uso equilibrado, mediante políticas justas.
Por fim, Felix Guattari conclui em seu livro que “Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a menos que em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural [...]”.
Acadêmicas:
Gracielly Martins
Gabriele Ribeiro
Bruna Fernandes

Nenhum comentário:
Postar um comentário