Relembrando um pouco do que vimos na nossa primeira unidade...
À medida que a
humanidade aumenta sua capacidade de intervir na natureza para satisfação de
necessidades e desejos crescentes, surgem tensões e conflitos quanto ao uso do
espaço e dos recursos em função da tecnologia disponível.
Após a Segunda
Guerra Mundial, principalmente a partir da década de 60, intensificou-se a
percepção de que a humanidade pode caminhar aceleradamente para o esgotamento
ou a inviabilização de recursos indispensáveis à sua própria sobrevivência. E,
assim sendo, que algo deveria ser feito para alterar as formas de ocupação do
planeta estabelecidas pela cultura dominante.
A segunda metade do
século XX foi marcada pela emergência da discussão generalizada sobre a questão
ambiental. Nesse período, a crescente degradação do ambiente e a escassez de
certos recursos naturais colocaram a temática da conservação da natureza no
centro do debate público.
O movimento
ambientalista não possui um marco inicial nítido, emergiu em lugares e em
tempos diferentes e por motivos diversos, falando muitos dialetos ambientais e
propondo múltiplas abordagens, epistemologias e soluções para os problemas
ambientais.
As primeiras
concepções do movimento ambiental fundamentavam-se em uma visão naturalista do
ambiente, expressas em ações de proteção da vida selvagem e de conservação de
áreas verdes urbanas.
Em 1962, Rachel
Carson publicou o livro Primavera Silenciosa que foi um
dos responsáveis pela explosão de um movimento ambientalista radical,
totalmente transformado, mais dinâmico, sensível e de base social mais ampla.
Pela primeira vez,
um livro provou de forma científica os efeitos negativos da ação desordenada do
homem sobre o meio ambiente.
Aos poucos, na
década de 60, cidadãos do mundo todo se organizaram em movimentos ecológicos,
mas com duas posições diferentes. Uma delas, a preservacionista,
preocupava-se exclusivamente em preservar as espécies em perigo de extinção. A
outra vertente, a conservacionista, lutava pela conservação dos
habitats das espécies ameaçadas de extinção e reforçava a visão de utilidade
dos ecossistemas para as populações humanas.
A partir da década
de 1970, as questões políticas, sociais e econômicas geradoras de impactos
ambientais passaram a ser discutidas de forma integrada em Conferências
Internacionais.
Há três vertentes
principais de abordagem dos problemas, sendo a primeira baseada na noção
de ecologia global, que questiona a própria estrutura social; a
segunda alarmista, influenciada pelo Clube de Roma; e a
terceira técnico-administrativa, que surgiu em conseqüência da
Conferência de Estocolmo.
As três abordagens
passaram a influenciar a formulação de políticas públicas.
Nessa mesma década
foi publicado o relatório "Limites do Crescimento", preparado
pelo Clube de Roma.
Ele reproduziu os
primeiros estudos científicos a respeito da preservação ambiental, e que
relacionavam quatro grandes questões que deveriam ser solucionadas para que se
alcançasse a sustentabilidade: controle do crescimento populacional, controle
do crescimento industrial, insuficiência da produção de alimentos, e esgotamento
dos recursos naturais.
Após a publicação da obra “Os Limites do Crescimento”, pelo Clube de Roma
em 1972, este conceito toma um grande impulso no debate mundial, atingindo o
ponto culminante na Conferência das Nações Unidas de Estocolmo, naquele mesmo
ano. Este foi o evento que transformou o meio ambiente em uma questão de
relevância internacional.
Estoclomo 1972: marca a consolidação na comunidade internacional da
consciência ambiental introduzindo definitivamente na agenda internacional o
fator meio ambiente como elemento a ser considerado nas questões relativas ao
desenvolvimento econômico.
Em 1983, a Comissão
Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), também conhecida como
a Comissão Brundtland, foi criada para realizar audiências ao redor do
mundo e produzir um relatório formal com suas conclusões.
O relatório final
da Comissão, intitulado “Nosso Futuro Comum” (Our Common Future),
definiu o desenvolvimento sustentável como sendo “o
desenvolvimento que atende às necessidades das gerações presentes sem comprometer
a capacidade de gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”,
tornando-se parte do léxico ambiental.
Em 1989, o Painel
Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) foi criado com três
grupos de trabalho concentrados na avaliação científica das mudanças
climáticas, nos impactos ambientais e socioeconômicos e em estratégias de
resposta, antecipando os vários desafios a serem enfrentados pela humanidade no
início da última década do milênio.
Agora que vocês já relembraram um pouco sobre o que discutimos nesta unidade, fiquem à vontade para fazerem suas contribuições... Não se esqueçam das orientações feitas para a produção dos relatos.
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