terça-feira, 1 de outubro de 2013

História da Educação Ambiental

Relembrando um pouco do que vimos na nossa primeira unidade...
À medida que a humanidade aumenta sua capacidade de intervir na natureza para satisfação de necessidades e desejos crescentes, surgem tensões e conflitos quanto ao uso do espaço e dos recursos em função da tecnologia disponível.
Após a Segunda Guerra Mundial, principalmente a partir da década de 60, intensificou-se a percepção de que a humanidade pode caminhar aceleradamente para o esgotamento ou a inviabilização de recursos indispensáveis à sua própria sobrevivência. E, assim sendo, que algo deveria ser feito para alterar as formas de ocupação do planeta estabelecidas pela cultura dominante.
A segunda metade do século XX foi marcada pela emergência da discussão generalizada sobre a questão ambiental. Nesse período, a crescente degradação do ambiente e a escassez de certos recursos naturais colocaram a temática da conservação da natureza no centro do debate público.
O movimento ambientalista não possui um marco inicial nítido, emergiu em lugares e em tempos diferentes e por motivos diversos, falando muitos dialetos ambientais e propondo múltiplas abordagens, epistemologias e soluções para os problemas ambientais.
As primeiras concepções do movimento ambiental fundamentavam-se em uma visão naturalista do ambiente, expressas em ações de proteção da vida selvagem e de conservação de áreas verdes urbanas.
Em 1962, Rachel Carson publicou o livro Primavera Silenciosa que foi um dos responsáveis pela explosão de um movimento ambientalista radical, totalmente transformado, mais dinâmico, sensível e de base social mais ampla.
Pela primeira vez, um livro provou de forma científica os efeitos negativos da ação desordenada do homem sobre o meio ambiente.
Aos poucos, na década de 60, cidadãos do mundo todo se organizaram em movimentos ecológicos, mas com duas posições diferentes. Uma delas, a preservacionista, preocupava-se exclusivamente em preservar as espécies em perigo de extinção. A outra vertente, a conservacionista, lutava pela conservação dos habitats das espécies ameaçadas de extinção e reforçava a visão de utilidade dos ecossistemas para as populações humanas.
A partir da década de 1970, as questões políticas, sociais e econômicas geradoras de impactos ambientais passaram a ser discutidas de forma integrada em Conferências Internacionais.
Há três vertentes principais de abordagem dos problemas, sendo a primeira baseada na noção de ecologia global, que questiona a própria estrutura social; a segunda alarmista, influenciada pelo Clube de Roma; e a terceira técnico-administrativa, que surgiu em conseqüência da Conferência de Estocolmo.
As três abordagens passaram a influenciar a formulação de políticas públicas.
Nessa mesma década foi publicado o relatório "Limites do Crescimento", preparado pelo Clube de Roma.
Ele reproduziu os primeiros estudos científicos a respeito da preservação ambiental, e que relacionavam quatro grandes questões que deveriam ser solucionadas para que se alcançasse a sustentabilidade: controle do crescimento populacional, controle do crescimento industrial, insuficiência da produção de alimentos, e esgotamento dos recursos naturais.
Após a publicação da obra “Os Limites do Crescimento”, pelo Clube de Roma em 1972, este conceito toma um grande impulso no debate mundial, atingindo o ponto culminante na Conferência das Nações Unidas de Estocolmo, naquele mesmo ano. Este foi o evento que transformou o meio ambiente em uma questão de relevância internacional.
Estoclomo 1972: marca a consolidação na comunidade internacional da consciência ambiental introduzindo definitivamente na agenda internacional o fator meio ambiente como elemento a ser considerado nas questões relativas ao desenvolvimento econômico.
Em 1983, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), também conhecida como a Comissão Brundtland, foi criada para realizar audiências ao redor do mundo e produzir um relatório formal com suas conclusões.
O relatório final da Comissão, intitulado “Nosso Futuro Comum” (Our Common Future), definiu o desenvolvimento sustentável como sendo “o desenvolvimento que atende às necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade de gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”, tornando-se parte do léxico ambiental.

Em 1989, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) foi criado com três grupos de trabalho concentrados na avaliação científica das mudanças climáticas, nos impactos ambientais e socioeconômicos e em estratégias de resposta, antecipando os vários desafios a serem enfrentados pela humanidade no início da última década do milênio.

Agora que vocês já relembraram um pouco sobre o que discutimos nesta unidade, fiquem à vontade para fazerem suas contribuições... Não se esqueçam das orientações feitas para a produção dos relatos.

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