quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ana Rita Rodrigues Terra, Lázara Pollyana Freitas e Marco Antonio Martins (Modernidade: Época de Conquistas, Aventuras e Descobertas)

A modernidade, época de conquistas, de aventuras, de descobertas, inaugurada no período entre as Grandes Navegações dos anos 1400 e 1500 e a Revolução Francesa, é também a época de uma nova mirada humana aos eventos naturais, à própria natureza. O espaço natural representava o desafio, o perigo, o meio a ser desbravado, o campo da pesquisa.
Com o surgimento da cidade moderna e novas regulamentações regendo o convívio dos habitantes da nova polis, teve início a estruturação do processo de cidadania com base em um novo contrato social. Foi com o advento da modernidade e do surgimento do modo de produção industrial que ocorreu o progresso científico, o crescimento da mobilidade pessoal, o crescimento da produção industrial e a ampliação dos assentamentos humanos.
A partir desse momento o ser humano se via compelido a organizar-se em novas estruturas físicas, concentrando-se em áreas menores e tendo de conviver com um volume maior de seres humanos, os espaços naturais começavam a receber uma atenção especial. A natureza passava a ser vista não apenas como um lugar a ser conquistado, mas como um lugar de relação humana, onde o ser humano pode descansar, distanciando-se da nascente neurose urbana.
O crescimento do interesse pela história natural revelou muito sobre as conseqüências da relação de exploração do homem com a natureza. A descoberta, a exploração e a colonização de novas terras possibilitaram a abertura de espaço para constituição e esboço da mentalidade ambientalista.
Ressalta-se entretanto que o movimento ambientalista nasce na década de 60, período no qual ocorreram grandes movimentos, como o dos hippies, a explosão do feminismo, o movimento negro - Black Power -, o pacifismo, a liberação sexual e a “pílula”, as drogas, o rock-and-roll, as manifestações anti-Guerra Fria e a corrida armamentista/nuclear, e anti-Vietnã. O grande emblema, a chave desse momento, foi o maio de 68, em Paris – as chamadas “barricadas do desejo”.
Pour une planete plus bleu era o slogan, a palavra de ordem, a frase-chave do movimento, “Queremos um planeta mais azul”.
No Brasil, vivíamos tempos de regime militar, censura AI -5 ocorriam mobilizações estudantis, guerrilhas, greves, efervescência acadêmica, os CPCs da UNE. Paulo Freire com seu revolucionário método de alfabetização de adultos e a Pedagogia do Oprimido. Surgiam o teatro de José Celso Martinez, Chico Buarque e Tomzé, Chacrinha, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, os Novos Baianos, os Parangolés de Hélio Oiticica, o tropicalismo- uma espécie de “guerra contra a cultura oficial, de consumo fácil”.
1968 foi o ano que os “velhos esquemas” foram colocados em dúvida, em discussão, e até mesmo ridicularizados.
De acordo com Hobsbawn:
 “O que 1968 trouxe à tona foi a extraordinária aceleração das transformações sociais das décadas posteriores a 1945, que os historiadores vão reconhecer como as mais revolucionárias da história mundial.”
É nesse caldo de cultura que surge o ambientalismo. É na convergência de todos esses pontos que surge o ambientalismo. O movimento ambientalista foi um produto de forças tanto internas quanto externas a seus objetivos imediatos. Os elementos de mudança já vinham emergindo muito antes dos anos 60; quando finalmente se entrecruzaram uns com os outros e com fatores sociopolíticos mais amplos, o resultado foi uma nova força em prol da mudança social e política.
O ambientalismo não é tão somente uma leitura da realidade ecossistemática, ou da ecologia, ou dos parâmetros biológicos da existência humana e natural. O ambientalismo carrega consigo elementos revolucionários que trazem consigo a marca dos movimentos ditos minoritários e alternativos.
O primeiro grande texto a respeito das questões ambientais e dos limites para o desenvolvimento humano foi publicado em Roma, em 1968, intitulado Os limites do crescimento, amplo estudo sobre o consumo e as reservas dos recursos minerais e naturais e os limites de suporte/capacidade ambiental.
Em 1972, em Estocolmo, na Suécia, realizou-se a Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento, que adotou, mediante a Declaração de Estocolmo, um conjunto de princípios para o manejo ecologicamente racional do meio ambiente.
Em 1977, realizou-se em Tbilisi, na Geórgia, o Primeiro Congresso Mundial de Educação Ambiental, sendo apresentados então os primeiros trabalhos que estavam sendo desenvolvidos em vários países.
Em 1987, algo de novo pairou no ar, com a publicação de Nosso futuro comum. E a realização da Conferência Internacional sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, a Rio-92, marcaria uma profunda mudança nos paradigmas que orientam a leitura das realidades sociais e dos problemas que envolvem a produção e o consumo de bens e serviços. Com a Conferência de 1992, o planeta passou a ser mais olhado, e de maneira diferente.
Um grupo de intelectuais reunidos em Lisboa elaborou um trabalho envolvendo questões contemporâneas, como desenvolvimento, produção, globalização. O grupo de Lisboa produziu o excelente Os limites da competitividade - um dos mais recentes documentos com uma reflexão e análise das questões econômico-ambientais que tocam o mundo contemporâneo. O trabalho realizado pelo grupo de Lisboa indica o fim de um modelo hegemônico, na medida em que sugere, mediante a cooperação, que os países desenvolvidos assumam um papel internacional – autocrítico - com o objetivo de criar alternativas de crescimento internacional pactuado, enveredando suas políticas para momentos articulados de cooperação global.
De acordo com as leituras realizadas e temáticas dinamizadas pelos grupos, chegamos à conclusão que essa disciplina só vem a somar sua produção riquíssima de conhecimento a nossa bagagem acadêmica, valores e princípios que levamos para a vida inteira, é muito interessante se atentar ao fato que os conteúdos dos diversos cursos oferecidos pela universidade em algum momento se entrecruzam ao longo da história não estamos isolados, a história como sendo um processo nos permite avançar sempre em nossas descobertas e realizações.













Referencias

HOBSBAWM, Eric. Tempos Interessantes. São Paulo: Cia.das Letras, 2002. 

www.google.com.br/search?q=modernidade





Um comentário:

  1. Gostei muito da postagem do grupo... A intensão da disciplina é realmente mostrar que a Educação Ambiental não está somente preocupada com os aspectos biológicos do meio ambiente, mas também dos aspectos sociais, econômicos e culturais desse meio, e é justamente nesse ponto que percebemos como essa disciplina não interessa somente aos profissionais do ramo das ciências biológicas, como se pensam, mas sim para qualquer cidadão.

    ResponderExcluir