segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Meio Ambiente: O mundo começou a acordar

       
             Conforme os textos lidos e as discussões em sala de aula, podemos afirmar que o surgimento da educação ambiental aconteceu na década de 1960. Acontecimentos anteriores já traziam, entretanto, que a educação ambiental estava sendo difundida antes mesmo dos anos 60. Podemos citar, por exemplo, para essa questão a filosofia de Rousseau difundida no século XVIII e a corrente filosófica "Transcendentalismo" na qual se destaca os filósofos Emerson e Thoreau.
        O movimento ambientalista nasceu nos anos de 1960, período em que ocorreram grandes movimentos como, por exemplo: movimento dos Hippies, o movimento feminista, o movimento negro, a liberação sexual, as manifestações pacíficas e contra a guerra fria e a corrida armamentista / nuclear. Esses movimentos tinham como marca a aspiração de resgatar o indivíduo das massas, da totalidade que seria teoricamente representada pelo Estado e pelos partidos políticos. Pode-se, assim dizer, que o movimento ambientalista nasce com a marca dos movimentos ditos minoritários e alternativos.
            Nesse cenário vários acontecimentos influenciavam o advento desses movimentos, entre esses a guerra fria e a corrida armamentista e nuclear.  O risco atômico preocupava grande parte das pessoas; os processos de deterioração do meio ambiente se intensificavam e seus resultados eram cada vez mais sentidos. Em 1967, foi lançado o clássico "Silent Spring" de autoria de Rachel Carson, que tratava dos problemas causados pelo uso excessivo de pesticidas e inseticidas  e às consequências do uso indiscriminado dos recursos naturais. Em 1968, foi divulgado o texto "Os limites do crescimento" abordando as questões ambientais e os limites para o desenvolvimento humano.
        A partir desse ponto muitos congressos e conferencias se realizaram ao redor do mundo abordando à temática ambientalista. Em 1972, foi realizada a 1° conferência Mundial sobre o meio ambiente, em Estocolmo na Suécia  onde foi redigida a " Declaração de Estocolmo" , um conjunto de princípios para o manejo ecologicamente racional do meio ambiente. A essa conferência se seguiram a Rio-92 em 1992 e a Rio + 20 em 2012.
          Em 1977, realizou-se o 1° congresso mundial de educação ambiental em Tbilisi na antiga União Soviética. Nesse congresso foram estipulados os princípios e objetivos da educação ambiental. Em 1987, 10 anos depois, realizou-se o 2° congresso mundial de educação ambiental. Nesse ano foi publicado o texto “Nosso Futuro Comum”, um relatório mundial que analisou as principais questões sobre o meio ambiente e o desenvolvimento. Sua elaboração teve a colaboração de intelectuais e profissionais de diferentes áreas, abordando a questão sob uma ótica mais completa que levou em consideração aspectos biológicos, culturais, sociais, econômicos e políticos.
            A partir do final dos anos 80 entram em cena também as diversas ONGs (organizações não governamentais) que surgiram na luta dos movimentos ambientais. Muitas delas fizeram parte dos debates na Rio- 92 onde se expandiu a noção do " desenvolvimento sustentável".
            Nesse contexto, a educação ambiental foi se estabelecendo e evoluindo conforme se dava o desenvolvimento do movimento ambiental. Inicialmente, era estudando o meio ambiente  com o olhar humano apenas do lado de fora. Depois, o homem passou a ser visto como parte integrante do ambiente e dos processos que nele ocorrem, sendo que fatores sociais, políticos, culturais e econômicos influenciam e são influenciados pelo chamado “meio ambiente".
             Um dos fatores mais relevantes sobre educação ambiental, já tratado em Tbilisi em 1977 é dá importância de não se criar uma nova disciplina escolar. Isso por que  a educação ambiental deve ser difundida de modo interdisciplinar. Nessa perspectiva, os parâmetros curriculares nacionais  trazem à educação ambiental como um tema transversal, isto é abordando todas as disciplinas. No entanto,  muitas escolas  e municípios  trazem a educação ambiental como uma “nova” disciplina, o que é preocupante. Uma vez que o meio ambiente é fruto de um  construto mais amplo do que às conceituações naturalísticas.
Autores: Lazaro E. Leal, Idelson, Átila, Morjorie e Dayane.

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