quarta-feira, 9 de outubro de 2013

INTENÇÕES EXPRESSAS NOS DOCUMENTOS E O QUE É DESENVOLVIDO NA PRÁTICA


As questões ambientais, na atualidade, têm força e penetração nas comunidades. Seus desdobramentos são conhecidos; sabe-se que a fragilidade do meio natural coloca em jogo a sobrevivência das populações humanas. Esta consciência fez produzir, ao longo das ultimas décadas, o movimento ambientalista, que, no resto do crescimento das preocupações ecológicas, ambientalistas, criou as condições para o surgimento e o desenvolvimento de um currículo atrelado, a essas questões; origina-se a maior parte das ações de educação ambiental, predominantemente voltadas ás problemáticas locais, lógica de defesa do espaço natural stricto sensu.. coexiste uma outra logica para o desenvolvimento de práticas curriculares articuladas as questões ambientais. Trata-se de abordagens pedagógicas pós- modernas, preocupadas em relacionar os problemas do uso dos recursos naturais e dos equilíbrios dos ecossistemas naturais- a degradação do meio natural- as complexas formas de produção do cotidiano contemporâneo, busca uma efetiva integração entre o exposto nos principais documentos sobre educação ambiental, como o tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, de 1992, as propostas derivadas da Conferencia de Tbilisi, realizada em 1997, e os propostos da Carata de Belgrado, de 1975.
Entretanto existe certa distância entre as intenções expressas nos documentos e o que é desenvolvido na prática. A partir das leituras dos documentos citados e do “cruzamento’ com as praticas da grande maioria dos projetos EA, pode-se depender, portanto, que se esta constituindo um corpo metodológico bastante estruturado, revelando-se, em varias instituições educacionais, uma estrutura disciplinar portadora de indagações próprias, de problemáticas particularizadas, de projeção paradigmática. No âmbito das praticas pedagógicas voltadas da educação ambiental, grosso modo, pode-se constatar a existência de três grandes momentos ou blocos  de ações, que passam a caracterizar o percurso que professor/ educadores em geral traçaram para o seu desenvolvimento.
Hoje portanto, entendemos  a EA como um momento da educação que privilegia uma compreensão dos ambientes de maneira não excludente, não maniqueísta.
Um documento emanado de evento internacional chama a atenção para a necessidade desse articularem ações de EA,  a Declaração de Thessaloniki, que em outras questões abordadas, afirma explicitamente em seu item 24:

“Deveria dar-se especial ênfase ao fortalecimento e eventual reorientação de programas de formação educativa, bem como a identificação e divulgação de práticas inovadoras. Ainda oferecer apoio á pesquisa de metodologias para o ensino interdisciplinar e a avaliação dos impactos propiciados por programas educativos relevantes”.


Dessa forma, sugere uma nova, diferente e importante dimensão no que -fazer da educação ambiental, na redefinição de conteúdos disciplinares, tais mudanças significam, como resultado, trocas de representações, o que a nosso ver é o melhor caminho para a requalificação da prática de EA.





Acadêmicas:
Gracielly Martins
Grabiele Ribeiro
Bruna Fernandes

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