INTENÇÕES EXPRESSAS NOS DOCUMENTOS E O QUE É DESENVOLVIDO NA PRÁTICA
As questões ambientais, na
atualidade, têm força e penetração nas comunidades. Seus desdobramentos são
conhecidos; sabe-se que a fragilidade do meio natural coloca em jogo a sobrevivência
das populações humanas. Esta consciência fez produzir, ao longo das ultimas
décadas, o movimento ambientalista, que, no resto do crescimento das
preocupações ecológicas, ambientalistas, criou as condições para o surgimento e
o desenvolvimento de um currículo atrelado, a essas questões; origina-se a
maior parte das ações de educação ambiental, predominantemente voltadas ás
problemáticas locais, lógica de defesa do espaço natural stricto sensu..
coexiste uma outra logica para o desenvolvimento de práticas curriculares
articuladas as questões ambientais. Trata-se de abordagens pedagógicas pós-
modernas, preocupadas em relacionar os problemas do uso dos recursos naturais e
dos equilíbrios dos ecossistemas naturais- a degradação do meio natural- as complexas
formas de produção do cotidiano contemporâneo, busca uma efetiva integração
entre o exposto nos principais documentos sobre educação ambiental, como o
tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade
Global, de 1992, as propostas derivadas da Conferencia de Tbilisi, realizada em
1997, e os propostos da Carata de Belgrado, de 1975.
Entretanto existe certa distância
entre as intenções expressas nos documentos e o que é desenvolvido na prática.
A partir das leituras dos documentos citados e do “cruzamento’ com as praticas
da grande maioria dos projetos EA, pode-se depender, portanto, que se esta
constituindo um corpo metodológico bastante estruturado, revelando-se, em
varias instituições educacionais, uma estrutura disciplinar portadora de
indagações próprias, de problemáticas particularizadas, de projeção
paradigmática. No âmbito das praticas pedagógicas voltadas da educação
ambiental, grosso modo, pode-se constatar a existência de três grandes momentos
ou blocos de ações, que passam a
caracterizar o percurso que professor/ educadores em geral traçaram para o seu
desenvolvimento.
Hoje portanto, entendemos a EA como um momento da educação que
privilegia uma compreensão dos ambientes de maneira não excludente, não
maniqueísta.
Um documento emanado de evento
internacional chama a atenção para a necessidade desse articularem ações de
EA, a Declaração de Thessaloniki, que em
outras questões abordadas, afirma explicitamente em seu item 24:
“Deveria dar-se especial ênfase ao fortalecimento e eventual
reorientação de programas de formação educativa, bem como a identificação e
divulgação de práticas inovadoras. Ainda oferecer apoio á pesquisa de
metodologias para o ensino interdisciplinar e a avaliação dos impactos
propiciados por programas educativos relevantes”.
Dessa forma, sugere uma nova,
diferente e importante dimensão no que -fazer da educação ambiental, na
redefinição de conteúdos disciplinares, tais mudanças significam, como
resultado, trocas de representações, o que a nosso ver é o melhor caminho para
a requalificação da prática de EA.
Acadêmicas:
Gracielly Martins
Grabiele Ribeiro
Bruna Fernandes


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