Uma atitude ecológica poderia ser
definida em seu sentido mais amplo, como a adoção de um sistema de crenças,
valores e sensibilidades éticas e estéticas segundo os ideais de vida de um
sujeito ecológico.
Quando falamos em atitude devemos
diferenciá-la da noção de comportamento, muito frequentemente os sujeitos podem
se comportar em dissonância total ou parcial de suas atitudes. Determinada
pessoa pode cultivar uma atitude ecológica, mas por vários motivos seguir
mantendo hábitos e comportamentos nem sempre em conformidade com esses ideais.
Muitas vezes os alunos se comportam
de acordo com a expectativa do professor, mas para agradá-lo, e com isso obter
uma gratificação afetiva imediata, do que por acreditarem nas razões daquele
comportamento.
As atividades de EA ensinam o que
fazer e como fazer certo, transmitindo uma série de procedimentos ambientais
corretos. Mas isso nem sempre garante a formação de uma atitude ecológica, isto
é de um sistema de valores sobre como relacionar-se com o ambiente.
O grande desafio da EA é, pois ir
além da aprendizagem comportamental, engajando-se na construção de uma cultura
cidadã e na formação de atitudes ecológicas. A formação de atitude orientada
para a cidadania ecológica vai gerar novas predisposições para ações e escolhas
por parte das pessoas. Nesse caso mais do que apenas de comportamentos
isolados, estaremos em face de um processo de amadurecimento de valores e
visões de mundo mais permanentes. Sendo assim esse pensamento nos leva a
refletir sobre a tória da psicologia, a
orientação comportamental que aposta em um sujeito racional capaz de expressar motivações tendo acesso
também à informações.
Outro
ponto interessante é pensar sempre em um
sujeito que possui bagagem social e cultural, ou seja, valores que
se constroem historicamente, tentando levar isso em consideração
no processo de ensino- aprendizagem. Buscando despertar no individuo
aquilo que já chamamos de atitudes, afim não só de benefícios próprios, uma vez que
o social e cultural não se dá individualmente. Pensando nesta
perspectiva pode-se refletir que não só na prática da EA, mas sim em todos os
aspectos a cultura do individuo deve ser levada em consideração e é a partir
dela que se pode construir/conhecer/partilhar conhecimentos a fim de buscar
valores que realmente condiz com a realidade, capacitando e formando pessoas
mais criticas capazes de adquirir verdadeiras atitudes e não meros
comportamentos.
Autores:
Marjorie, Átila, Eduardo, Idelson e Dayane Ferreira.

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